Domingo, Outubro 10, 2010

Geração Y: o nascimento dos Geeks
Escrever um artigo no word, ouvir música no ipod, planejar o que fará à noite, conversar no messenger, twittar e analisar planilhas no excel; tudo isso ao mesmo tempo. Essa é uma característica da chamada geração Y. Os conceitos e estereótipos criados são bastante diversos para definir essa geração. Estima-se que tratam-se das pessoas nascidas entre as décadas de 70 e 90 e totalmente ligadas à tecnologia (sim, semos nozes!).
Na década de 80 e até mesmo no começo dos anos 90, gente ligada em computador e internet era chamada de nerd (e isso era bastante pejorativo). Mas dos óculos fundo-de-garrafa e timidez extrema até o facebook e os ipods o passo foi bem largo. O pessoal da turma do Bill Gates era tratado como os estranhos no ninho. Mas a proeza que esses caras conseguiram é notável: transformaram tecnologia em estilo de vida e com isso os nerds literalmente dominaram o mundo. Eles sofreram bullying mas agora estão no comando!
E quem é que está fora dos grupinhos sociais hoje? Quem usa o computador ou quem não tem uma página no Facebook? Os tais nerds velhos (leia-se atuais milionários) foram responsáveis pelo nascimento de um tipo que hoje é bem comum: os geeks. Diferente dos nerds, são como um híbrido entre os estereótipos dos caras populares e dos tímidos ligados em computador. Superada a timidez, a aceitação da tecnologia pela maioria das pessoas deu o status de popularidade à nova geração; em compensação, o talento nerdiano pra física e química foi trocado por um belo e estético iPad.

Como exemplificado no começo, a geração Y, ou Y-ers, são totalmente multi-tarefa. Sentem-se confortáveis com a informalidade no trabalho, acham quase impossível passarem muito tempo desconectados e querem tudo pra ontem. Só para não confundir, os Y-ers não são necessariamente geeks, mas caminham para isso. Os geeks são um resultado dessa nova geração, são os nerds (e agora sem o sentido pejorativo dos anos 80) da geração Y. Além das características próprias já citadas, portanto, esses meninos e meninas são um pouco mais ligados à tecnologia, podem sacar de programação para internet, serem nostálgicos quando jogam Mario no Nintendo Wii, viciados em séries de tv como Heroes e Lost, curtirem quadrinhos da Marvel ou não perderem uma oportunidade de assistir a uma animação os estúdios Pixar. Tudo isso sem perder o pézinho na moda e na preocupação com a aparência.
De Steve Jobs a... bem... a você, provavelmente, o caminho é um pouco longo, mas o que importa é que se hoje a tecnologia é assim tão popular temos muito o que agradecer aos "pais" dos Y-ers. Sem eles, você que lê agora essa postagem talvez tivesse no máximo dois amigos e apanharia dos valentões dos colégios norte-americanos da Sessão da Tarde.
by Geekchic

Quarta-feira, Setembro 22, 2010

Feliz por nada
Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada. Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito. Feliz por nada, nada mesmo?Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho? Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso.
Martha Medeiros

Sábado, Setembro 11, 2010

”Comece desafiando suas próprias suposições. Suas suposições são suas janelas no mundo. Esfregue-as de vez em quando, ou a luz não entrará.”
Alan Alda

Segunda-feira, Setembro 06, 2010

Ter a ousadia de reinventar-se, de recosturar os sonhos com o fio do possível...e assim, não desistir de ser apenas humanamente feliz. (by Carla)

É assim que estou atualmente, me reinventando a cada dia.
E isso é muito bom!

Consegui meu blog de volta!

Domingo, Agosto 01, 2010

Adianta ficar batendo a cabeça na parede porque perdeu uma oportunidade rara de chamar uma garota para sair? Entendo, você não costuma encontrá-la, não sabe seu telefone, seu sobrenome, seu endereço, onde ela trabalha, teve a chance e deixou escapar, mas vai passar quantos meses se lamuriando como se ela fosse a última mulher do mundo?
E isso ainda é tortura leve. Tem gente com vocação real para carrasco e que não sossega enquanto não sacrifica a si próprio. Que gente? Todos nós.
Há os que têm certeza de que, se estão vivendo uma boa fase hoje, pagarão o preço amanhã, e imaginam direitinho como: sofrerão um acidente, perderão o emprego, serão traídos. Não é possível que esteja tudo bem, assim, no mole, de graça. Algo vai acontecer, é só colocar a imaginação pra funcionar.
Falei em traição? Bah! Um clássico. O relacionamento de vocês é mais firme que o caráter do Dunga, não há o menor indício de que possa entrar água, mas ainda assim você não resiste em se martirizar. Qualquer 10 minutos de atraso, qualquer ligação telefônica não atendida, qualquer desatenção vira indício de que algo está sendo escondido. E você não se aquieta enquanto não descobre o que não existe, enquanto o outro não confessa o crime que não cometeu.
Além disso, há uma doença secreta se desenvolvendo no seu estômago, no seu cérebro, na sua corrente sanguínea. Os exames não revelaram, os médicos não descobriram, os sintomas não apareceram, mas são favas contadas, você está condenado.
Pensamentos mórbidos com morte. Imaginar cenas de os filhos correndo risco, de o apartamento sendo invadido por marginais, de você morrendo sozinho sem ninguém descobrir seu corpo por dias: filmes de terror que não saem de cartaz na sua cabeça.
Relutamos em aceitar que, se a tragédia não bateu à nossa porta, não foi por engano, e sim por uma contingência da vida. Não bateu, passou reto, não voltará para cobrar a conta que não é devida.
Mas só um curso de imersão budista com o próprio Dalai Lama para fazer a gente abandonar os grilhões a que nos aprisionamos voluntariamente. Imagina se logo você será poupado. Quá! Você não é bobo, não quer ser pego de surpresa, então passa a vida se preparando psicologicamente para a dor, torturando a si mesmo para, quando chegar a hora, estar tão acostumado com o sofrimento que nem doerá tanto.
É a danada da culpa que não permite que sejamos felizes sem ter que pagar penitência por tamanho privilégio.
Martha Medeiros

Domingo, Julho 25, 2010

Feiossexual
Na opinião do escritor Gonzalo Otálora, assim como existem os metrossexuais, há também os feiossexuais:
1 :: O feiossexual desafia os estereótipos estéticos com personalidade, senso de humor e auto estima. Não teme o fracasso no trabalho, amor ou sexo. Supera-se tantas vezes quanto necessário para conquistar o que deseja e aprende com as críticas.
2 :: A busca pela beleza é a antítese de sua existência, ele desfruta de uma vida dissociada do espelho e da balança, sem angústias, complexos ou comparações estéticas.
3 :: É consciente de que para vencer na vida precisa se esforçar, estudar e se preparar mais do que os belos, sendo a forma de disputar, com chances, um lugar na sociedade.
4 :: Não idolatra os líderes estéticos nem tenta ser como eles. Não se deixa levar pela moda. assume um comportamento consumista racional, não compulsivo.
5 :: Como não busca ter um corpo perfeito, tampouco exige em uma conquista amorosa a perfeição estética. Seus relacionamentos amorosos são mais genuínos, duradouros e honestos.
6 :: Com personalidade, auto-estima e sentimento de segurança, consegue alcançar os objetivos a que se propõe, ainda que seu corpo não reflita a imagem do típico vencedor.
7 :: Ao feiossexual não interessa emagrecer, fazer dietas saudáveis ou deixar o sedentarismo só para se sentir melhor. Não trata o corpo como um pacote, mas como um todo. Representa uma nova forma de vida. É o fim da beleza idealizada.

Domingo, Julho 11, 2010


Se algo acontece diferente das minhas expectativas, mudo as minhas expectativas.
Deepak Chopra

Muito antes de ler Deepak, eu já adotava essa conduta e realmente funciona, não me deixa triste nem estressada por não conseguir determinada coisa , de determinada maneira. Consigo outra.
E às vezes tão boa ou melhor que antes.